Já não faltará muito para atingirmos os seiscentos milhões de casos de COVID-19, registados como tal, o que não é por certo o número real de casos. Extrapolando para a população mundial o que por cá se passa, poderão ser seis vezes mais os casos reais. E 6,5 milhões de mortos por (ou com) COVID-19 (mais do que a nossa população activa civil empregada)!
Escrevia, a propósito dos 400 milhões de casos, que, aparentemente, a evolução da partícula viral indicia que o perfil endémico não estará longe. Julgo estarmos agora mais perto dessa situação já com uma economia próxima do que se passava no período pré-pandémico e uma gravidade da doença bem diferente do período pré-vacinação.
Outra realidade é que a resposta mundial à pandemia tem recorrido a estratégias de acção muito diversas (bastará a esse propósito referir a estratégia chinesa ou a neozelandesa) e uma iniquidade “gritante” entre países. Seria muito interessante "dissecar" no futuro os seus resultados e aprender com essas diferentes experiências. Mas terá o mundo aprendido o suficiente para aprofundar sistemas de vigilância (e de acção) mais robustos para melhor reacção a situações futuras?
Oxalá saibamos tirar ilações para o futuro, adequando os sistemas de saúde a respostas mais adequadas para não voltar a viver novas situações como a que ainda estamos a viver. Para isso, independentemente das opções que se façam, o investimento em Saúde Pública e na Prevenção tem que ser muito robustecido ou em breve poderemos estar em situações muito semelhantes à que ainda estamos a viver. E robustecido significa que tem que ter mais recursos e competências que não se obtêm sem definir essa estratégia de acção!

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