21 janeiro 2022

+COVID-19: na crista da onda!

Antonio Sousa-Uva

 

Nunca tivemos tantos novos casos nesta actual onda (gigante) pandémica, praticamente com mais de dois dígitos de novos casos da 3ª vaga (dez 20/jan 21). De repente, formalmente, atingimos cerca de um em cada quatro ou cinco portugueses. Concretamente, não sabemos o número exacto de casos, nem serologicamente saberemos, dada a taxa de cobertura vacinal.

 

Julga-se que não se andará muito longe de uma incidência real de um em cada três portugueses (ou mesmo um em cada dois). 


A crista será modificada pela campanha eleitoral e as eleições?


Só sabemos que o não sabemos e não parece haver muita preocupação porque não há filas de ambulâncias nos hospitais e as camas de Cuidados Intensivos ainda não estão todas ocupadas (dada a pouca importância que damos à cativação de camas dos doentes não COVID  que gradualmente vão sendo afectas à "necessidade"…).

 

Hoje, 21 de janeiro de 2022, estamos com uma taxa de incidência praticamente próximo dos 5.000 casos por 100.000 o que representa “n” vezes mais do que determinou o fecho de (quase) tudo há um ano. A única boa notícia é que o índice de transmissibilidade está a minguar vai para três semanas o que, associado ao perfil pandémico em países que nos antecederam nesta onda, indicia que a sua crista está “logo ao virar da esquina".

 

De facto, agora já não é aparente que a partícula viral faz o seu caminho para se tornar um vírus endémico sazonal se bem que, em boa verdade, nada se saiba em concreto da forma e tempo como esse percurso vai suceder.

 

Dito de outra forma, deveria ser um tempo de contenção e expectativa que o ciclo eleitoral “imposto” vem ainda exacerbar perante a “fatalidade” do dever de voto se sobrepor, sem qualquer hesitação, ao dever de não propagar uma doença. Sempre, desde o início da pandemia, a amálgama entre a politic e a policie com o desfecho habitual esperado nos Estados de Direito democráticos.

 

Entretanto, o distanciamento físico (também apelidado social) é cada vez mais perspectivado como algo “careta”. Então para que é que nos vacinamos? Será uma espécie de iliteracia da literacia adquirida?

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