25 fevereiro 2022

+COVID-19: cá vamos numa descida pronunciada do pico da 5ª vaga!

 

 Antonio Sousa-Uva

 

Já não faltará muito para atingirmos quase meio bilião (na perspectiva americana, i.e. mil milhões) de casos “oficiais” de COVID-19, registados como tal o que, extrapolando para a população mundial será cerca de 10% da população mundial. O número real de casos será, no mínimo, cerca de três vezes esse número. Desses, quase seis milhões de mortos (cerca de 2/3 da população portuguesa) por (ou com) COVID!

A que número real corresponderá, conhecendo a “invisibilidade” de muitos casos, para não falar dos, por certo, inúmeros casos de COVID-infecção que não terão qualquer registo? 

A evolução da partícula viral indicia que o perfil endémico do tempo frio não estará muito longe como, de resto, acontece com vários outros vírus corona, colocando novos (e diferentes) desafios à população mundial.  

Com uma queda, em escassas semanas, de cerca de cinco vezes do valo-pico, tudo leva a crer que a vida pré-pandemia não se encontra longe, ainda que a comunidade mundial, espera-se, tenha aprendido o suficiente para desenvolver formas organizativas que não se podem esgotar, apenas, num “observatório” da partícula viral.

Julga-se que até ao início da primavera a taxa de incidência se reduza, pelo menos, outro tanto do que já se reduziu (cerca de cinco vezes).  Tal aponta para valores da taxa de incidência próximos dos 240 por 100.000 e um número de mortos que se “aconchegue” no que se convencionou considerar aceitável (se é que alguma morte é aceitável …).

Não seria desejável começar a planear o que fazer no próximo outono/inverno?

Espera-se que essa preocupação se consubstancie num plano de contingência concreto que dê a melhor resposta à próxima época das infecções respiratórias altas!

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